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Eu sou o Samba

O samba tem herdeiros e a nova geração quer escrever a própria história

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Os Herdeiros do Samba

O samba tem memória, sobrenome e tradição. Mas também tem futuro. Filhos e netos de grandes nomes da música brasileira começam a ganhar espaço, levando o legado da família para uma nova geração sem abrir mão de construir uma identidade própria.

O Planeta Samba colocou cinco nomes no radar para olhar além do parentesco e entender quem são os artistas que carregam histórias importantes da música popular brasileira. Crescer cercado de música pode abrir portas, mas seguir carreira exige trabalho, dedicação e verdade.

Os Herdeiros do Samba

Noah, neto de Zeca Pagodinho, começa a trilhar seu caminho

Aos 16 anos, Noah deu o primeiro passo na música. Em julho de 2026, o neto de Zeca Pagodinho lançou o single Amor de Vô, uma homenagem direta ao avô que uniu duas gerações pelo samba. O lançamento marca um novo capítulo na história musical da família e despertou curiosidade sobre qual será a identidade artística do jovem daqui para frente.

Noah Borges

Lucas Morato, filho de Péricles, busca sua expressão no pagode
Filho de Péricles, uma das vozes mais marcantes do pagode romântico, Lucas Morato também carrega um sobrenome de peso. Ele integrou o grupo Tudo de Novo, formado por filhos de grandes artistas do samba e do pagode, projeto que revisitou clássicos dos pais e aproximou gerações. Agora o interesse está em acompanhar como Lucas transforma suas referências em um caminho próprio.

Lucas Morato

Paulinha Diniz, neta de Monarco, constrói sua identidade no samba
No meio dessa nova geração, Paulinha Diniz se destaca como uma das vozes femininas mais promissoras. Neta do saudoso Monarco, filha de Marquinho Diniz e sobrinha de Mauro Diniz, ela cresceu dentro da tradição de uma das famílias mais respeitadas do samba.

Em abril de 2026, a trajetória da cantora ganhou destaque na imprensa ao mostrar como ela transforma essa herança em expressão própria. Paulinha representa também a força da mulher no samba, em um espaço onde elas seguem lutando por reconhecimento. Sua história prova que é possível dialogar com a tradição sem deixar de apresentar uma voz autoral.

Paulinha Diniz

Levi de Paula, filho de Netinho de Paula, entre a memória e a novidade
Filho de Netinho de Paula, do Negritude Júnior, Levi também passou pelo grupo Tudo de Novo. A experiência colocou lado a lado jovens herdeiros do pagode dos anos 90 e levantou uma questão central para o gênero. Como preservar a memória de uma geração sem deixar de apresentar novidades. A trajetória de Levi segue aberta a esse desafio.

Levi de Paula

Raffa Bandeira, filho de Luiz Carlos do Raça Negra, aposta em trabalho autoral
Filho de Luiz Carlos, vocalista do Raça Negra, Raffa Bandeira tem ligação direta com uma das histórias mais populares do pagode romântico. Cantor e compositor, ele já desenvolve carreira com apresentações, trabalhos solo e músicas autorais, segundo registros do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. O caso dele mostra que o sobrenome pode ser referência, mas é o repertório e a conexão com o público que sustentam uma carreira.

Raffa Bandeira

O sobrenome abre a porta, mas quem decide é o público

As histórias de Noah, Lucas Morato, Paulinha Diniz, Levi de Paula e Raffa Bandeira revelam formas diferentes de lidar com a herança musical. Alguns estão apenas começando. Outros já lançaram trabalhos e participaram de projetos coletivos. Cada um tem seu tempo, suas escolhas e seus desafios.

Para o samba, acompanhar esses nomes é observar como a cultura se renova sem perder as raízes. Ter um sobrenome consagrado ajuda ou aumenta a responsabilidade de provar talento. Mas a resposta mesmo, vai aparecer no palco, no disco e na resposta do público.

O Planeta Samba segue de olho nesses artistas, nos projetos que estão por vir e em quem trabalha para manter o gênero vivo.

Respeitar os mestres é fundamental. Abrir espaço para quem está chegando também faz parte da história.

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