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De rejeitada em concursos a mulher perfeita: o desabafo da ex-madrinha de bateria da Tatuapé, Janaína Prazeres

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Créditos: @janaina3 | CO Assessoria

A influenciadora revela que foi desencorajada aos 18 anos por ter curvas demais para os padrões de miss. Anos depois, a inteligência artificial rebateu os especialistas e elegeu a modelo como símbolo de simetria máxima.

A trajetória de Janaína Prazeres no mundo da moda e da beleza é marcada por uma ironia que expõe as falhas dos padrões estéticos convencionais. Aos 18 anos, a modelo sonhava em trilhar o caminho dos concursos de miss e representar o Brasil no Miss Universo. No entanto, o início de sua carreira foi freado por críticas severas de misólogos e profissionais do meio. Segundo Janaína, o veredito foi direto e doloroso: ela tinha curvas demais para ser aceita naquelas competições.

O impacto dessa rejeição foi profundo. Janaína relata que o julgamento não envolvia sua postura ou desempenho, mas apenas o seu tipo físico. A fala dos especialistas gerou uma paranoia com o peso e uma busca exaustiva por um corpo que se adequasse ao que o mercado exigia na época. Por anos, a influenciadora tentou diminuir suas medidas para caber em um padrão que parecia inalcançável.

A revanche tecnológica e o reconhecimento global

A reviravolta na história de Janaína veio de onde poucos esperavam: da ciência e da tecnologia. Anos após desistir do circuito tradicional de misses, ela ganhou as manchetes internacionais ao ser eleita a mulher perfeita em uma análise de inteligência artificial realizada para a revista Playboy. O estudo algorítmico levou em conta critérios matemáticos de simetria facial e proporções corporais, áreas onde o corpo de Janaína atingiu níveis máximos de harmonia.

O título serviu como uma resposta silenciosa aos critérios subjetivos dos concursos de beleza. Para a modelo, o fato de seu corpo ter sido considerado inadequado por humanos e perfeito por uma leitura técnica reforça que os padrões de beleza são, muitas vezes, construções arbitrárias. Janaína afirma que o reconhecimento tecnológico ajudou a curar as feridas do início da carreira e a entender que a beleza não segue uma fórmula única.

Janaína Prazeres / Créditos: @janaina3 | CO Assessoria

Uma nova fase fora dos padrões

Hoje, com uma carreira consolidada e repercussão mundial, Janaína Prazeres utiliza sua plataforma para discutir a aceitação e os limites das exigências estéticas. Ela conclui que a experiência de ser desencorajada no passado foi fundamental para que ela buscasse caminhos alternativos e independentes. A lição que fica é clara: não é necessário caber em um molde pré-definido para alcançar o sucesso e o reconhecimento.

A história de Janaína é um lembrete de que, enquanto o mercado de misses ainda luta para se modernizar, a tecnologia e a autoconfiança estão abrindo portas para novos perfis de beleza. O corpo que antes era barrado nas passarelas de concursos agora é celebrado como um exemplo de perfeição em escala global.

** Este texto e de extrema responsabilidade do colunista

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