Carnaval SP
Exposta ou empoderada? Isis Camargo reacende o debate sobre o corpo feminino no carnaval

A cada carnaval, a mesma pergunta retorna com força: por que tanta exposição do corpo? A resposta é mais profunda do que parece e passa longe da vulgaridade que alguns insistem em enxergar. O carnaval sempre foi, antes de tudo, um território de expressão. E o corpo é sua principal linguagem.
Na avenida, o corpo não surge como convite, mas como narrativa. Ele conta história, traduz força, celebra identidade e rompe silêncios. Desde suas origens, o carnaval nasce do movimento, do ritmo e da presença física. É o corpo que dança, que sustenta o samba, que atravessa o calor, o tempo e o olhar do outro sem pedir autorização.

Isis Camargo – Crédito da Foto Roberto Batista e Renato Cipriano / Zuleika Ferreira – Divulgação
É nesse contexto que Isis Camargo , musa fitness da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, ocupa a avenida com consciência e postura. Sua presença não é improviso, nem apelo gratuito. É escolha. É construção. É domínio do próprio espaço.
A fantasia revela, sim. Mas revela porque o carnaval permite. E mais do que isso, porque a mulher decidiu revelar. Existe uma diferença fundamental entre ser exposta e se expor. Isis não é conduzida pela fantasia. Ela conduz a fantasia. Seu corpo não está ali para ser consumido, mas para ser visto como potência, preparo, estética e afirmação.

Isis Camargo – Crédito da Foto Roberto Batista e Renato Cipriano / Zuleika Ferreira – Divulgação
O incômodo que isso gera diz mais sobre quem observa do que sobre quem desfila. Durante décadas, o corpo feminino foi aceito apenas quando controlado, suavizado ou enquadrado. No carnaval, esse controle cai. E quando cai, a mulher deixa de ser decorativa e passa a ser protagonista. É exatamente aí que nasce a polêmica.
Empoderamento não está em esconder o corpo, mas em ter autonomia sobre ele. Respeito não está na quantidade de pele à mostra, mas na postura, na intenção e no contexto. Isis Camargo desfila com segurança, olhar firme e consciência de quem sabe o que representa. Não há submissão no gesto, não há fragilidade na imagem. Há presença.

Isis Camargo – Crédito da Foto Roberto Batista e Renato Cipriano / Zuleika Ferreira – Divulgação
O carnaval não expõe o corpo para reduzir a mulher. Expõe porque é um dos poucos espaços onde ela pode existir inteira, sem pedir permissão, sem pedir desculpa, sem caber em moldes alheios.
E talvez o verdadeiro debate não seja sobre o quanto se mostra, mas sobre o quanto ainda incomoda ver uma mulher confortável com o próprio poder.
Para acompanhar mais sobre a Musa Fitness, basta segui-la no Instagram @isiscamargo.oficial

Isis Camargo – Crédito da Foto Roberto Batista e Renato Cipriano / Zuleika Ferreira – Divulgação

Isis Camargo – Crédito da Foto Roberto Batista e Renato Cipriano / Zuleika Ferreira – Divulgação

Isis Camargo – Crédito da Foto Roberto Batista e Renato Cipriano / Zuleika Ferreira – Divulgação

Geral1 semana atrásResenha do Quilombo Urbano faz homenagem a Mestre Ciça nesta quarta-feira (29), no Terraço da Vila
Carnaval1 semana atrásOrdem dos desfiles da Série Ouro é definida para o Carnaval 2027
Geral1 semana atrásPortela abre audições para comissão de frente do Carnaval 2027 em homenagem a Monarco
Geral1 semana atrásCelebrando seus 80 anos de carreira, o Demônios da Garoa lança gravação inédita de “Despejo na Favela” em parceria com Seu Jorge
Culture1 semana atrásCantor Ronaldo Gomes participa de tradicional Feijoada de São Jorge promovida por Nando Cunha
Carnaval RJ1 dia atrásNathalia Brito amplia atuação no Carnaval e assume acompanhamento de saúde do intérprete Pixulé, do Paraíso do Tuiuti










