Série Ouro RJ
Confira a sinopse do enredo da União de Jacarepaguá

Soam os tambores de África – do Reino de Congo – suntuoso e soberano. Das terras da velha Angola, Guiné e Benim, de Dongo, Matamba, Cassange, Cabinda e Quissama. Uma África em berço dourado. Nobre e ancestral em sua raiz. Onde cada aldeia carregava um herdeiro da bravura do seu povo. Terra de heróis e heroínas. Berço de guerreiros e guerreiras. Protegidos e forjados pela espada de ferro de Ogum. O senhor da guerra em tempos de paz. Eis que tamanha riqueza não seria esquecida. As praias são tomadas por invasores e a costa africana não resiste. A grande calunga navega trazendo os filhos dessa África poderosa para o Brasil com correntes no pescoço e argolas no pés. Um oceano de lamentos e preces… Ao aportar, negros escravizados são expostos na dor em pleno cais do valongo no Rio de Janeiro e feito mercadoria são vendidos e guiados para o Vale do Paraíba do Sul. Ordens dos barões do café: plantar, colher e servir. Na fonte de ouro verde do Brasil – o cafezal – eram escravos de ganho e mucamas abandonados perante a tanta crueldade. O capitão e senhor das terras Manuel Francisco Xavier e sua esposa Francisca Eliza Xavier enriqueciam por braços negros e nas madrugadas ouvía-se o estalar das chibatas contra qualquer rebeldia. Mas, o ato de um capataz despertou a inssurreição negra. O sangue africano fervia sobre a dor de cada irmão. Dois heróis surgiriam no Vale do Paraíba do Sul. Quebrem as correntes! Fujam das senzalas! Era o povo preto em rebelião. Vozes libertárias ecoavam e conduziam o sentimento e o ideal de ser livre novamente. Manoel Congo e Marianna Crioula encorajaram e conduziram mata adentro todos aqueles que sonhavam com a liberdade. Resistência. Bravura. Heroísmo. Um quilombo. “Morrer sim, entregar não!”. Lutar em um tempo em que ser livre nunca foi um direito. Acender a centelha da coragem em um tempo onde enfrentar é resistir. Nas terras do vale do café reside a herança cultural da luta quilombola. Vassouras e Paty do Alferes guardam em seu ventre o legado de dois heróis da liberdade. Hoje, no antigo Lago da Força, atual centro histórico de Vassouras, há o Memorial Manoel do Congo e em Paty do Alferes, encontra-se o Centro de Assessoria Jurídica Popular Marianna Crioula – além de inspirar artistas em obras como o filme “Ngangula, o ferreiro de Paty” de Pedro Sol; o documentário “Marianna Crioula – Um Grito de Resistência” e a peça “A saga de Manoel Congo e Marianna Crioula – Os Heróis da Resistência” de Ricardo Andrade Vassíllievitch. Vassouras e Paty do Alferes também são o berço de manifestações africanas deixadas pelos escravos em sua história no vale do café. Terra de capoeiras, jongueiros e maculelês. Que a luta e os nomes de Manoel Congo e Marianna Crioula sejam lembrados pra sempre no axé das nossas baianas, na pulsação da nossa bateria, na ancestralidade da nossa velha guarda e na voz de todo componente. Que o ideal de liberdade e igualdade racial viva e viver é resistir. Jacarepaguá evoca suas raízes ancestrais nesta noite de coroação ao rei e a rainha do vale do café. Salve Manoel do Congo e Marianna Crioula! Salve os heróis da liberdade!


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