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Carnaval

Acabou a intolerância: Rio aprova lei que obriga jurados do Carnaval a respeitarem religiões de matriz africana

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11Após polêmica envolvendo nota contra a Unidos de Padre Miguel por uso de termos em iorubá, Câmara Municipal decide que liberdade religiosa agora é regra; especialistas deverão passar por curso preparatório.

O mundo do samba respira aliviado e vitorioso. Em uma decisão histórica, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o projeto de lei do vereador Felipe Pires que coloca um ponto final em um dos episódios mais controversos do último Carnaval. A partir de agora, cursos preparatórios para jurados de desfiles que recebam subvenção pública são obrigados a incluir conteúdos sobre liberdade religiosa.

A medida não nasce do acaso, mas de uma ferida aberta no Carnaval de 2025. A coluna lembra bem: a Unidos de Padre Miguel foi duramente penalizada no quesito samba-enredo simplesmente por utilizar termos em iorubá — língua sagrada de origem africana que é a espinha dorsal da nossa cultura. A canetada da jurada, vista como um ato de intolerância religiosa em plena passarela do samba, gerou uma onda de revolta que atravessou o Rio e chegou ao legislativo.

Conhecimento para não punir a fé

A nova lei é um escudo para as agremiações que levam para a Sapucaí a beleza dos orixás e a força dos terreiros. Com a obrigatoriedade desses conteúdos nos cursos da Liesa e de outras ligas, o jurado não poderá mais alegar “desconhecimento” para tirar décimos de um enredo que exalte as matrizes africanas.

É o Rio de Janeiro reafirmando que o Carnaval é, acima de tudo, um território de resistência e liberdade. Não se trata apenas de música ou estética; trata-se de respeito à alma do povo carioca. Agora, o desfile ganha mais uma camada de proteção: a certeza de que a fé não será mais motivo de punição, mas de celebração. É a nota dez que a justiça cultural brasileira estava esperando!

** Este texto e de extrema responsabilidade do colunista

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