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Sonho virou frustração? Wend, representante não binárie da Corte LGBTQIAPN+, denuncia tratamento no Carnaval do Rio

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Wend / Reprodução Instagram

O que deveria ser a consagração de um sonho ganhou outro rumo. Wend, representante das pessoas não binárias na Corte LGBTQIAPN+ do Carnaval do Rio, decidiu tornar públicas situações que, segundo elu, transformaram a experiência na folia em algo doloroso.

A maior festa popular do país, conhecida mundialmente pelo discurso de diversidade, virou palco de questionamentos importantes. Wend relatou dificuldades estruturais, falta de acolhimento adequado e sensação de exclusão em momentos que deveriam simbolizar reconhecimento e respeito.

A questão vai além de fantasia, faixa e visibilidade em fotos. Trata-se de coerência. Quando uma pessoa escolhida para representar a pluralidade da festa se sente invisibilizada, o problema deixa de ser individual e passa a ser institucional.

O Carnaval que vende inclusão precisa praticar inclusão. Não apenas no discurso, não apenas na propaganda, mas na vivência real de quem ocupa esses espaços.

O relato de Wend reacendeu um debate necessário. Diversidade no papel é fácil. Difícil é garantir dignidade nos bastidores.

Agora a pergunta que fica é simples: a festa está preparada para ouvir e corrigir, ou vai tratar o assunto como mais um episódio passageiro?

** Este texto e de extrema responsabilidade do colunista

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