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PROSA DO FOLIA: Bianca Ramos, Madrinha de Bateria da Lins Imperial

#Sextou com “Prosa do Folia”. Dia de bater um papo e conhecer mais sobre a trajetória no carnaval de Bianca Ramos, Madrinha de Bateria da Lins Imperial.
Quem é a Bianca Ramos?
– Sou uma pessoa de hábitos simples e vaidosa. Atuo como professora de artes visuais no ensino básico e sempre realizo atividades artesanais e de dança, que são uma paixão. Uma coisa que pouca gente sabe que gosto de escrever e desenhar e conhecer novas culturas.
Como começou o envolvimento com o carnaval ?
– Quando pequena era comum escolher uma fantasia pra usar no carnaval, e meu pai todos os anos me levava para ver os coretos de bairro, que eram comuns, e o desfile do Cacique de Ramos na Avenida Rio Branco, e também os carros alegóricos estacionados na Presidente Vargas. Por esta razão também sou uma defensora do carnaval de rua para as famílias. Depois com a formação em Belas Artes, vieram os trabalhos em barracão da Cidade do Samba como aderecista. Mas sempre mantive o espírito foliã. Desfilei em alas coreografadas na Vila Isabel, na Ala Sambarte da Portela e como composição de carro do Salgueiro. Tenho realizado um antigo sonho de participar de parcerias de samba, como compositora. E agora o convite de vir como Madrinha de Bateria na Lins Imperial, com o enredo “Mussum pra Sempris… Traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé”. Ansiosa pra viver a emoção de vir à frente de uma bateria, juntamente com a corte, na Marquês de Sapucaí.

Por quais agremiações você já desfilou?
– Foram algumas…Vila Isabel, Império Serrano, Beija-Flor, Portela, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense, União da Ilha, Estácio, Tuiuti, Vigário Geral. Também gosto do Carnaval da Intendente, e recebi o feliz convite de vir como musa na Agremiação Império da Zona Norte. E agora também madrinha virtual da escola Acadêmicos da Coruja.
Como veio o convite para ser Madrinha de Bateria da Lins Imperial?
– O convite foi uma feliz proposta do presidente Flávio Melo e do vice presidente Jorge Torresmo, a partir do meu envolvimento e postura no carnaval, em compor a corte de bateria composta pela Rainha Danny Fox e pelo Rei Jonahtan Avelino. Participei da Live de apresentação do enredo em agosto de 2020 e foi um sucesso. Depois veio o anúncio de Madrinha, que era uma surpresa e que teve que ser pelas redes ao final do ano passado, em respeito às restrições sociais.
Na sua visão, qual a principal função de uma Madrinha de bateria ?
– Ser madrinha de bateria é ter uma relação de amor como samba: samba no pé e na ponta da língua. É estar presente nos ensaios e eventos culturais e sociais da escola. É ter carisma. É conhecer e respeitar cada componente. É estar pronta pra ajudar a escola e se comprometer com ações da comunidade para além do carnaval. Como estamos em um papel de destaque, temos a missão de representar a cultura do samba em total sintonia com a cadência da bateria. Porque cada bateria tem a sua identidade. É importante também mostrar que além de sambar somos seres pensantes e com posicionamento sobre as questões da contemporaneidade. A relação juntamente com meus afilhados é de total integração, amizade e sintonia com a Bateria Verdadeira Furiosa e com a comunidade do Complexo do Lins. Fui muito bem recebida pelos Mestres Adílio e Jorginho Imperial, que são crias da casa.

Como está sendo sua preparação para o carnaval?
– Tenho retornado aos treinos leves que garantam resistência e força para suportar o peso do costeiro. Cuidando da alimentação. Tenho feito aulas samba e também voltei para a aula de dança de salão para ajudar no meu desempenho na avenida. Também tenho pesquisado muitas opções de figurinos.
Você tem alguma inspiração no samba ?
– Sou muito fã da Viviane Araújo desde quando era madrinha da Mocidade. E também da Adele Fátima que é um ícone.
Qual a mudança que o carnaval fez na sua vida ?
– Muitas amizades diversas que só sambista de verdade sabe fazer, a felicidade de vir como musa da Ala Cheyenne do Cacique de Ramos em 2019 e 2020. Um bloco de muito fundamento que a partir daí me abriu muitas portas.

Foto:Márcio Lopes
Qual o seu carnaval mais marcante?
– 2013 quando a carta de convocação para atuar como professora de Artes da prefeitura chegou durante o carnaval. E fui no sábado das campeãs para Cidade Nova de manhã e à noite desfilar no abre alas da Vila Isabel campeã, um campeonato muito esperado. Desfilar pelo cacique de Ramos que é uma emoção única. E desfilar nas reedições de sambas ícones como “Os Sertões” e “Lendas das Sereias Mistérios do Mar”.
O que o carnaval significa para você em apenas uma palavra ?
– Cultura (vou incluir mais uma palavra: e Arte).
Aquele recado especial da Bianca para os internautas do Folia do Samba e amantes do seu trabalho.
Cuidem da saúde, quem puder fique em casa, mas respeitem quem precisa sair para manter seu sustento. Aproveitem o período pra reflexão, planejamento para um futuro próximo.


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