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Haroldo Costa se despede aos 95 anos e deixa legado eterno no teatro, na televisão e no carnaval

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Haroldo Costa / Divulgação

O carnaval e a cultura brasileira se despedem de um de seus grandes mestres. O ator, diretor e comentarista de carnaval Haroldo Costa morreu na noite deste domingo, aos 95 anos. A informação foi confirmada por familiares por meio das redes sociais. O artista enfrentava problemas de saúde em decorrência da idade avançada e havia passado por internações recentes.

O velório será realizado nesta segunda-feira (15), na quadra da Acadêmicos do Salgueiro, escola que sempre ocupou um lugar especial em seu coração. O local escolhido simboliza a ligação profunda de Haroldo com o samba e com o carnaval carioca, universo ao qual dedicou grande parte de sua vida.

Pioneiro, intelectual e apaixonado pela cultura popular, Haroldo Costa construiu uma trajetória marcante no teatro, na televisão e na folia. Iniciou sua carreira nos palcos e integrou elencos históricos, como o da peça “Orfeu da Conceição”, obra fundamental para a dramaturgia brasileira. Na televisão, atuou como diretor, ator e jurado, passando por programas da TV Globo e trabalhando com nomes consagrados como Dercy Gonçalves, Chacrinha e Moacyr Franco.

Foi no carnaval, no entanto, que Haroldo deixou uma marca definitiva. Filho de carnavalesco, tornou-se um dos mais respeitados estudiosos do samba e das escolas de samba. Atuou como jurado da Liesa e integrou o júri do tradicional prêmio Estandarte de Ouro, onde sua visão crítica, sensível e profundamente conhecedora ajudou a construir parâmetros de avaliação que atravessaram gerações.

O presidente do júri do Estandarte de Ouro, Marcelo de Mello, destacou Haroldo como referência e verdadeiro mestre do carnaval carioca, ressaltando sua importância para a preservação da memória e da essência do samba.

Em nota, a Liga Independente das Escolas de Samba também prestou homenagem, afirmando que Haroldo Costa foi um profissional de enorme talento, que dedicou uma vida inteira ao samba e ao carnaval. O presidente da Liesa, Gabriel David, reforçou o reconhecimento ao afirmar que Haroldo foi voz, memória e resistência da cultura carnavalesca.

A partida de Haroldo Costa deixa saudade, mas também um legado que seguirá vivo nos palcos, nas telas, nas quadras e na avenida. Seu nome permanece escrito na história do Brasil como alguém que entendeu o carnaval não apenas como festa, mas como identidade, arte e patrimônio.

** Este texto e de extrema responsabilidade do colunista

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